sábado, 25 de fevereiro de 2012

Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar.

Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias,usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.

Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça,limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto,acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.

Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.

Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último combóio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.

Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.

Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

(:: Aparelho :(

(:: Aparelho :(eu uso acho muito ruim, mais penso que seria pior sem ele e encaro isso como uma fase da vida em que tudo passa moça vc muito linda desse jeito

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A solidão

A Solidão
Ela foi embora e não volta mais
E o trem das 7:30 sem ele
É um coração de metal sem alma
Na fria manhã cinza da cidade

A escola o banco está vazio, ela está dentro de mim
É doce sua respiração entre o meus pensamentos
Distância enormes parecem dividir-nos
Mas o coração bate forte dentro de mim

Quem sabe se você pensará em mim
Se nunca fala com sua família
Se se esconde como eu
Foge dos olhares e fica lá
Fechado no quarto e não quer comer
Se aperta forte ao travesseiro
Chora e não sabe quanto outro mal te fará
A solidão

No meu diário tenho uma fotografia dela
Tem os olhos de uma criança um pouco tímida
A aperto forte ao coração e sinto que você está
Entre os exercícios de inglês e matemática

Teu pai e seus conselhos, que monotonia
Ele com o seu trabalho te levou embora
De certo o seu sentimento nunca perguntou
Disse "Um dia você me entenderá"

Quem sabe se você pensará em mim, se com os amigos conversará
Para não sofrer mais por mim, mas não é fácil, você sabe
A escola não aguento mais, e as tardes sem você
Estudar é inútil, todas as idéias se afunilam sobre você

Não é possível dividir a vida de nós dois
Te imploro, me espere meu amor, mas iludir você, não sei!
A solidão entre nós, este silêncio dentro de mim
É a inquietude de viver a vida sem você
Te imploro, me espere, porque
Não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois

A solidão entre nós, este silêncio dentro de mim
É a inquietude de viver a vida sem você
Te imploro, me espere, porque
Não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois
A solidão

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

tempo

eu resumo minha vida como um livro
onde que as paginas da vida cheia de surpresa
Existem capítulos de
alegrias e também de tristezas…
Há mistérios e fantasias,
sofrimentos e decepções.
Por isso, não rasgue páginas e
nem solte capítulos…
Não se apresse a descobrir os
mistérios… E não perca as
esperanças. Pois muitos são os
finais felizes…
E nunca esqueça do principal:
No livro da sua vida, o autor é VOCÊ!